quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Secretário-geral da ONU diz que mundo não freia ritmo de extinção de animais e vegetais

O mundo não consegue frear o ritmo com que as espécies animais e vegetais desaparecem, advertiu nesta o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, em uma reunião sobre biodiversidade durante a cúpula das Nações Unidas sobre as Metas do Milênio em Nova York, nesta semana.

"A degradação da diversidade acelera-se no mundo", enfatizou Ban aos líderes reunidos na sede da ONU. "A razão é simples: as atividades humanas, de vocês, minhas, as de cada um (...). Muita gente continua sem entender as consequências dessa destruição", completou.



Relatórios recentes advertem que o ritmo natural da extinção de espécies multiplicou-se por mil devido à atividade humana e também às mudanças climáticas, mas a comunidade internacional tinha se comprometido a reduzir o ritmo da perda de espécies e habitats até 2010, declarado o ano internacional da biodiversidade. "A meta para 2010 não foi alcançada", disse Ban.



O secretário-geral também advertiu que na convenção sobre diversidade biológica em outubro na cidade japonesa de Nagóia, os representantes de 193 nações deverão discutir a distribuição equitativa das responsabilidades sobre os recursos naturais e seus benefícios.

Um plano estratégico com as nações de economias emergentes deve "garantir transparência, segurança jurídica e previsibilidade para quem busca acesso aos recursos, assim como distribuição justa e equitativa dos benefícios derivados deles", advertiu, por sua vez, o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso.

A ministra brasileira do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, pediu para divulgar mais a importância de conservar as espécies animais e vegetais.
"Precisamos de um pacto em Nagóia", disse Teixeira, que instou os líderes mundiais a "elevar o perfil da biodiversidade e galvanizar a vontade política e o compromisso de todos os países".

"Não seremos capazes de mitigar a mudança climática nem de nos adaptar a seu impacto, nem de prevenir a desertificação e degradação dos solos, se não protegermos nossos ecossistemas e biodiversidade", enfatizou Barroso.
fonte: Folha

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Era só o que faltava..

O polvo mais famoso do planeta agora tem uma certidão de nascimento.

Paul, que vive em um aquário na Alemanha e se tornou uma celebridade durante a última Copa do Mundo ao acertas todas as "previsões" que fez de partidas do torneio, se tornou oficialmente um cidadão italiano.

Segundo autoridades da ilha de Elba, o polvo teria nascido e sido pescado na cidade de Marina di Campo. "Ele não é inglês, como vinham dizendo. Paul é italiano e natural de Elba", disse um porta-voz da administração da ilha.
O polvo foi pescado e adestrado por Verena Bartsch, uma jovem alemã de 22 anos que esteve presente na cerimônia para testemunhar a verdadeira nacionalidade de Paul, informou a imprensa italiana.
O evento, que foi realizado em uma praça central, aberto à população local e visitantes.
fonte: folha.com
E já que estamos falando das previsões do Paul, 
há uma muito curiosa...




bem que eu desconfiava dele...

O Pecado de Cam


Pelo Pr. Yuri Ravem
Você já teve curiosidade de saber por que Cam (ou Cão em algumas versões da Bíblia) foi duramente amaldiçoado por seu próprio pai? Será que ter visto o pai nu seria tão pecaminoso a ponto de ter sua descendência condenada à servidão?
Uma vez ouvi dizer que Cam teria se deitado com a mulher de seu pai, mas não havia muitas evidências, mesmo citando Levítico 20:11 que diz: “O homem que se deitar com a mulher de seu pai terá descoberto a nudez de seu pai”. A maioria dos comentaristas da Bíblia simplesmente afirmam que Cam viu o pai nu e isso foi falta de respeito.
O objetivo deste artigo é fazer uma análise bíblica e do Espírito de Profecia para descobrir o que foi esse pecado. Antes, leiamos o texto a ser estudado:
Genesis 9:21 a 25: “Bebendo do vinho, embriagou-se e se pôs nu dentro de sua tenda. Cam, pai de Canaã, vendo a nudez do pai, fê-lo saber, fora, a seus dois irmãos. Então, Sem e Jafé tomaram uma capa, puseram-na sobre os próprios ombros de ambos e, andando de costas, rostos desviados, cobriram a nudez do pai, sem que a vissem. Despertando Noé do seu vinho, soube o que lhe fizera o filho mais moço e disse: Maldito seja Canaã; seja servo dos servos a seus irmãos”.
É interessante notar que Noé, pai de Cam, não estava sóbrio, ou seja, seu filho teria se aproveitado de uma situação de embriagues do pai para fazer algo abominável, pois foi dura sua punição.
O que significa ver a nudez? Quando Moisés (o mesmo autor de Genesis) se refere às leis dos pecados sexuais em Levítico, usa o mesmo termo de Genesis para “nudez” (‘erevat). Leia atentamente os textos seguintes para responder o que significa ver ou descobrir a nudez de alguém no pensamento de Moisés:
Levítico 20:17 a 20: “Se um homem tomar a sua irmã, filha de seu pai ou filha de sua mãe, e vir a nudez dela, e ela vir a dele, torpeza é; portanto, serão eliminados na presença dos filhos do seu povo; descobriu a nudez de sua irmã; levará sobre si a sua iniqüidade. Se um homem se deitar com mulher no tempo da enfermidade dela e lhe descobrir a nudez, descobrindo a sua fonte, e ela descobrir a fonte do seu sangue, ambos serão eliminados do meio do seu povo. Também a nudez da irmã de tua mãe ou da irmã de teu pai não descobrirás; porquanto descobriu a nudez da sua parenta, sobre si levarão a sua iniqüidade”.
Ver ou descobrir a nudez é mais do que simplesmente observar com os olhos alguém nu, a expressão é um eufemismo para contatos íntimos ou até mesmo relações sexuais. Assim, provavelmente, o que Cam fez foi mais do que ver seu pai nu.
Não pretendo definir na prática como foi o acontecido, mas fica claro que ele ofendeu a honra do pai, e por isso, ele e sua geração foram amaldiçoados por isso.
Os descendentes de Cam, os Cananitas, perpetuaram práticas homosexuais, e anos mais tarde Deus destruiu Sodoma e Gomorra por causa de perversões, dentre elas, desta mesma natureza. Em Genesis 19 vemos que os cananitas queriam cometer atos homosexuais com os anjos que foram visitar a cidade, e só não fizeram por que foram impedidos pelo poder de Deus.
A escritora Ellen G. White inspirada por Deus comenta o seguinte sobre o pecado e condenação de Cam:
“Seguindo a linhagem de Cão, por meio do filho em vez de o pai, declarou ele: ‘Maldito seja Canaã; servo dos servos seja aos seus irmãos.’ Gên. 9:25. O atentado aos sentimentos de afeição natural por parte de Cão, declarou que a reverência filial muito tempo antes havia sido repelida de sua alma; e revelou a impiedade e vileza de seu caráter. Estas más características perpetuaram-se em Canaã e sua posteridade, cujo delito, continuado, atraiu-lhes os juízos de Deus”. E.G. White, Patriarcas e Profetas, 117.
A expressão usada por ela é “atentado aos sentimentos de afeição natural” ou em inglês “unnatural crime”. Essa mesma expressão “unnatural crime” se refere ao pecado de Ruben (Patriarcas e Profetas, 238), que foi de ordem sexual; e ao pecado de Amnon (Patriarcas e Profetas, 727), também de ordem sexual. Ou seja, quando ela diz que o pecado de Cam foi um “unnatural crime”, ela está se referindo a um pecado de ordem sexual.
Em Romanos 1:26 e 27 Paulo usa uma terminologia semelhante quando fala que homens e mulheres mudaram seu contato ou modo natural, e ele se refere explicitamente ao homossexualismo. Leia: “semelhantemente, os homens também, deixando o contato natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo, em si mesmos, a merecida punição do seu erro” (Romanos 1:27).
Note também que ao falar do pecado de Cam Ellen White enfatiza “impiedade e vileza de seu caráter” e que “estas más características perpetuaram-se em Canaã e sua posteridade, cujo delito, continuado, atraiu-lhes os juízos de Deus”. Não poderíamos supor que ver alguém nu seria tão abominável para ser descrito como lemos. E como foi mencionado, os descendentes de Cam realmente foram punidos por essas práticas homossexuais.
Assim, tudo leva a crer que o pecado de Cam foi o de homossexualismo. Desta forma, fica mais um alerta sobre esta questão que é condenada na Bíblia.

Evolução? “Não tenho fé suficiente”


Sentado no gabinete do neurocirurgião Ben Carson, diretor de neurocirurgia pediátrica no Hospital Johns Hopkins em Baltimore, Maryland, em conversa com ele, acabamos entrando no assunto da evolução e da origem. Ao interagirmos um com outro entre os eruditos volumes da estante e o moderno equipamento tecnológico sobre a escrivaninha, pareceu apropriado pensar sobre quem somos e de onde viemos. [O Dr. Carson é considerado um dos maiores neurocirurgiões do mundo, cuja história de vida tem servido de inspiração para muitas pessoas ao redor do mundo. Se quiser conhecer mais sobre esse grande cientista, leia o livro Ben Carson e assista ao filme “Mãos Talentosas”.]
Dr. Carson: Considere, por exemplo, este computador: Se você entrasse nesta sala e visse o computador, não pensaria que ele simplesmente apareceu. Ele não surgiu ao acaso.
Por que tantas pessoas preferem crer na formação ao acaso do Universo – e da vida em si? Em outras palavras, por que o assunto da evolução é tão importante?
Dr. Carson: Acaba sendo uma questão de propriedade. Quem é o proprietário do Universo? Quem é o proprietário da Terra? Quem é o proprietário da nossa vida? Quem acredita na evolução, e em uma explicação naturalista do Universo, basicamente vê a si mesmo como proprietário do fim – como o criador e fonte máxima de autoridade. Desse modo, essas pessoas não respondem a nada e a ninguém, pois não existe nada mais elevado do que elas mesmas.
Como isso acontece? Quais são as consequências de aceitar a opinião evolucionista da origem do ser humano? Como isso afeta a sociedade e a maneira como vemos a nós mesmos?
Dr. Carson: Crendo que somos o produto de “atos do acaso”, eliminamos a moralidade e o fundamento do comportamento ético. Pois, se não existe tal coisa como autoridade moral, podemos fazer o que quisermos. Todas as coisas se tornam relativas e não há razão para nenhum de nossos valores mais elevados.
Se somos produto do acaso, um sortimento de átomos ao acaso, vivendo em um universo determinístico que é simplesmente a consequência de interações físicas, isso tudo não parece futilidade?
Dr. Carson: Sim. Ao educar-me tive que aprender a teoria evolucionista, e como cristão que teme a Deus fiquei imaginando como fazer Deus e a evolução se entrosarem. A verdade é que não podemos fazê-los se entrosar; temos que escolher um ou o outro.
Muitos cristãos têm se dedicado demasiadamente à “ciência”, admitindo não só os dados observados, mas também as interpretações antiteístas. Você é questionado com frequência a respeito de ser um cientista lógico e um cristão?
Dr. Carson: Sim. Minha resposta é que quanto mais se entende a ciência, menos se acredita que tudo isso foi um acidente! Considere o cérebro, por exemplo, com seus bilhões de neurônios, centenas de bilhões de conexões e como se lembra de todas as coisas que já viu e ouviu.
Todas as coisas? Esta não parece uma descrição correta, pelo menos não do meu cérebro. Estou sempre me esquecendo das coisas...
Dr. Carson: Ponha uma sonda no hipocampo de um homem de 80 anos de idade e ele lhe contará as palavras textuais de um livro que leu 60 anos atrás. Esse é um órgão extremamente complexo e sofisticado; não o resultado de processos ao acaso.
Nem mesmo em menor grau?
Dr. Carson: Ainda que se permita a formação de uma única célula. E um organismo de uma única célula também é surpreendentemente complexo – as membranas, o núcleo, os nucléolos, a mitocôndria... Além disso, favorecemos demais os evolucionistas se começarmos com uma única célula. Procure começar com substâncias inertes!
Apenas suponhamos que tivéssemos aquela primeira célula?
Dr. Carson: Mesmo que você aceitasse a teoria evolucionista – desenvolvendo um organismo mais sofisticado nessa maneira teoricamente “lógica”, então deveria haver um continuum de organismos. E por que a evolução se desviou em tantas direções – aves, peixes, elefantes, primatas, seres humanos – se há alguma força evoluindo ao máximo? Por que não são todas as coisas um ser humano – um ser humano superior? Darwin declarou especificamente que sua teoria se baseava na descoberta de formas intermediárias, e tinha certeza de que nós as encontraríamos. Mais de cem anos depois ainda não as encontramos. Mesmo os mais primitivos fósseis não mostram tais intermediários.

Considere o simples caso do primata para o ser humano. Deveria ser fácil encontrar uma abundância de restos fósseis sendo que, de acordo com a teoria evolucionista, essa é a mais recente transição. Se podemos encontrar tantos fósseis de dinossauros, os quais são muito mais antigos no esquema evolucionista, deveríamos ter amplas evidências de intermediários entre os primatas e os humanos. Mas não temos. Temos muito poucos supostos intermediários – como “Lucy”, baseada na extravagante reconstrução com muito enchimento. Atualmente temos pessoas com significativas anormalidades congênitas cujos restos do esqueleto pareceriam um elo desaparecido. Por isso, “Lucy” não comprova o caso, e poderia haver inúmeras “Lucys” se a transição dos primatas para os humanos fosse verdadeira.
Há, também, todo o assunto dos organismos irredutivelmente complexos – a ideia de que todas as coisas precisam estar presentes de uma vez para que ele funcione. Como poderiam todos os itens complexos evoluir simultaneamente, como no olho, por exemplo?
Os muitos cientistas que discordam das suas opiniões lhe preocupariam? Afinal, 99 por cento poderá dizer que você está errado!
Dr. Carson: Antes de Darwin, a maioria dos cientistas era cristã. Mesmo Darwin foi criado como cristão, mas ficou amargurado. Propôs-se então a provar outra explicação para a vida. Devo dar a esse homem algum crédito: ele foi um grande observador. Nas ilhas Galápagos, ele encontrou tentilhões de bico forte, capaz de quebrar sementes duras. Descobriu também iguanas e tartarugas com diferentes adaptações. Portanto, concluiu que esses organismos estavam evoluindo, e ele estava correto em termos de microevolução – adaptação ao ambiente. Imagine se você só pudesse se alimentar se conseguisse encestar uma bola de basquete...
Jogadores de basquete evoluindo?
Dr. Carson: Somente pessoas altas seriam alimentadas e sobreviveriam. Eles transmitiriam seu gene de altura aos seus descendentes. Isso é evolução ou adaptação? Obviamente a última alternativa. Mas evolução significa que um organismo finalmente se transforma em outro bem diferente, e não existe evidência de tal transformação. Deus admitiu a adaptação, que fala de um Criador maravilhoso que concedeu a Suas criaturas uma estrutura genética flexível o suficiente para se adaptar. Mas isso não é evolução.

Considere também a complexidade do Universo. O telescópio Hubble nos revelou muito mais. Mas nossa galáxia é apenas um pequeno ponto no imenso esquema do Universo, e existe muito mais além do que conhecemos. Mesmo em nosso próprio Sistema Solar – estamos a 93 milhões de milhas do Sol. Se estivéssemos a 92 milhões de milhas, estaríamos incinerados; se a 94 milhões de milhas, estaríamos congelados. É demais! Tudo é extraordinariamente organizado com tanta complexidade. Como pode isso acontecer?

Depois considere as opiniões sobre a origem do Universo. Os cientistas falam sobre a segunda lei da termodinâmica, que declara que todas as coisas tendem a um estado de desorganização.

Então como poderia nosso Universo incrivelmente organizado surgir como resultado de uma grande explosão? Isso bate frontalmente com a segunda lei, que declara que como resultado ele seria menos organizado, não mais! Os cientistas precisam ser coerentes.
Agora uns poucos pensamentos conclusivos.
Dr. Carson: Finalmente, se você aceitar a teoria da evolução, despedirá a ética, não precisará defender um conjunto de códigos morais e determinará sua própria consciência baseada nos próprios desejos. Não terá razão nenhuma para coisas como amor altruísta, quando um pai mergulha para salvar um filho de se afogar. Poderá jogar fora a Bíblia como algo irrelevante, apenas fábulas tolas, pois você crê que ela não se harmoniza com o pensamento científico. Você poderá ser como Lúcifer, que disse: “Serei semelhante ao Altíssimo.”

Você pode provar a evolução? Não. Pode provar a Criação? Não. Pode usar o intelecto concedido por Deus para decidir se alguma coisa é lógica ou ilógica? Sim, absolutamente. Tudo se resume na “fé” – e eu não tenho o suficiente para crer na evolução. Sou uma pessoa lógica demais!

fonte:Adventist Review

Os instrumentos na Bíblia

Por Ramon Tessmann
Os instrumentos musicais têm acompanhado a humanidade desde os tempos antigos. O primeiro relato bíblico confirmando isto encontra-se no livro de Gênesis 4.21: “O nome de seu irmão era Jubal; este foi o pai de todos que tocam harpa e flauta”. Baseado neste verso, acreditamos que Jubal, o sexto descendente de Caim, foi o criador da música instrumental…
Os Instrumentos Musicais na Bíblia
SALTÉRIO – Instrumento de cordas para acompanhar a voz (Salmo 33.2; 144.9). Era uma espécie de alaúde, semelhante à viola, mas de forma triangular ou trapezoidal;
CÍMBALOS – Instrumentos de percussão formados por dois pratos;
ALAÚDE – Instrumento de corda, semelhante à viola. É a tradução da vulgar palavra hebraica nebel. Nebel é a maior parte das vezes traduzido pelo termo saltério. As cordas eram tocadas com os dedos (Isaías 5.12; 14.11; Amós 5.23; 6.5);
TAMBORINS – Pequenos tambores. Ainda hoje as mulheres do Oriente dançam ao som do tamborim. (ver: Êxodo 15.20; 2 Samuel 6.5; Jó 21.12);
HARPA – É o mais antigo instrumento musical que se conhece, existindo já antes do dilúvio (Gênesis 4.1). A palavra hebraica kinnor, que se acha traduzida por harpa, significa provavelmente a lira. Os hebreus faziam uso dela, não só para as suas devoções, mas também nos seus passatempos. Nas suas primitivas formas parece ter sido feita de osso e da concha de tartaruga. Que a harpa era um instrumento leve na sua construção, claramente se vê no fato de ter Davi dançado enquanto tocava, assim como também fizeram os levitas (1 Samuel 16.23; e 18.10). Não era usada em ocasiões de tristeza (Jó 30.31; Salmo 137.2).
Instrumentos menos comuns
GAITA DE FOLES – Daniel 3.5, 15
PÍFARO – Jó 21.12; Daniel 3.5
BUZINA – Jó 21.12; 30.31
TROMBETAS – Números 10.9,10; 2Cr 5.12; Isaías 27.13
CÍTARA – Daniel 3.5
PANDEIRO – 2 Samuel 6.5
TAMBOR – Gênesis 31.27; 1 Samuel 10.5
Técnica Musical é bem vista na Bíblia
1 – Cantar harmoniosamente (Salmo 47.7): “Deus é o rei de toda a terra; salmodiai com harmonioso cântico.”
2 – Pessoas que tocam bem são sempre prioridade, primeiros da lista (1 Samuel 17.18): “Disse Saul aos seus servos: Buscai-me, pois, um homem que saiba tocar bem e trazei-mo. Então, respondeu um dos moços e disse: Conheço um filho de Jessé, o belemita, que sabe tocar e é forte e valente, homem de guerra, sisudo em palavras e de boa aparência; e o Senhor é com ele”.
3 – Haviam pessoas treinadas em música (I Crônicas 15.22: “Quenanias, chefe dos levitas músicos, tinha o encargo de dirigir o canto, porque era entendido nisso”.
4 – Tocar bem ao Senhor (Salmo 33.3): “Cantai-lhe um cântico novo; tocai bem e com júbilo”; na edição Almeida diz: “Entoai-lhe novo cântico, tangei com arte e com júbilo”.

Um abração em Cristo Jesus
ramon@vidanovamusic.com
fonte: jornalmundogospel.com

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Darwin perdeu mais uma vez

Charles Darwin talvez estivesse errado quando disse que a competição era a principal força impulsionando a evolução das espécies.
O autor de A Origem das Espécies, obra publicada em 1859 que lançou as bases da Teoria da Evolução, imaginou um mundo no qual os organismos lutavam por supremacia e em que apenas o mais forte sobrevivia.
Mas uma nova pesquisa identifica a disponibilidade de espaço para desenvolvimento de vida, em vez de competição, como o principal fator da evolução.

A pesquisa, conduzida pelo estudante de pós-doutorado Sarda Sahney e outros colegas da Universidade de Bristol, foi publicada na revista científica Biology Letters.
Eles usaram fósseis para estudar padrões de evolução ao longo de 400 milhões de anos.
Focando apenas em animais terrestres – anfíbios, répteis, mamíferos e pássaros – os cientistas descobriram que a quantidade de biodiversidade tem relação com o espaço disponível para a vida se desenvolver ao longo do tempo.
Ambiente
O conceito de espaço para a vida – conhecido na literatura científica como "conceito de nicho ecológico" – se refere às necessidades particulares de cada organismo para sobreviver. Entre os fatores estão a disponibilidade de alimentos e um habitat favorável à procriação.
A pesquisa sugere que grandes mudanças de evolução de espécies acontecem quando animais se mudam para áreas vazias, não ocupadas por outros bichos.
Por exemplo, quando os pássaros desenvolveram a habilidade de voar, eles abriram uma nova fronteira de possibilidades aos demais animais.
Igualmente, os mamíferos tiveram a chance de se desenvolver depois que os dinossauros foram extintos, dando "espaço para a vida" aos demais animais.
A ideia vai de encontro ao conceito darwinista de que uma intensa competição por recursos em ambientes altamente populosos é a grande força por trás da evolução.
Para o professor Mike Benton, co-autor do estudo, a "competição não desempenha um grande papel nos padrões gerais de evolução".
"Por exemplo, apesar de os mamíferos viverem junto com os dinossauros há 60 milhões de anos, eles não conseguiam vencer os répteis na competição. Mas quando os dinossauros foram extintos, os mamíferos rapidamente preencheram os nichos vazios deixados por eles e hoje os mamíferos dominam a terra", disse ele à BBC.
No entanto, para o professor Stephen Stearns, biólogo evolucionista da universidade americana de Yale, que não participou do estudo, "há padrões interessantes, mas uma interpretação problemática" no trabalho da Universidade de Bristol.
"Para dar um exemplo, se os répteis não eram competitivamente superiores aos mamíferos durante a Era Mesozoica, então por que os mamíferos só se expandiram após a extinção dos grandes répteis no fim da Era Mesozoica?"
"E, em geral, qual é o motivo de se ocupar novas porções de espaço ecológico, se não o de evitar a competição com outras espécies no espaço ocupado?"
fonte: BBC Brasil

Stephen Hawking X Deus

O cientista britânico Stephen Hawking afirma em seu novo livro, ainda inédito, que a física moderna descarta a participação de Deus na origem do Universo e diz que aparentemente o Big Bang foi uma consequência natural das leis da física.
Em The Great Design (“O Grande Projeto”, em tradução livre), que teve trechos publicados nesta quinta-feira pelo jornal britânico The Times, Hawking afirma que “a criação espontânea é a razão pela qual existe algo em vez de nada”.
O cientista cita a descoberta de um planeta orbitando uma estrela que não o Sol, ocorrida em 1992, como algo que faz as condições planetárias terrestres – como a relação entre a massa solar e a distância para o Sol, por exemplo - parecerem provas “muito menos convincentes de que a Terra foi cuidadosamente projetada somente para agradar a nós, seres humanos”.
"Devido à existência de uma lei como a da gravidade, o Universo pode e vai criar a si mesmo do nada”, afirma o físico no livro.
"A criação espontânea é a razão pela qual existe algo em vez de nada, do porquê do universo existir, do porquê de nós existimos”, diz Hawking.
The Great Design foi escrito em parceria com o físico norte-americano Leonard Mlodinow e tem lançamento previsto para o próximo dia 9.
Mudança
Os trechos indicam uma aparente mudança de opinião em relação a uma das obras mais conhecidas de Hawking.
Em seu livro Uma Breve História do Tempo, publicado em 1988, o cientista sugeria que a ideia de uma criação divina seria compatível com uma compreensão científica do Universo.
“Se nós descobrirmos uma teoria completa, será o triunfo definitivo da razão humana – pois então nós deveremos conhecer a mente de Deus”, escreveu então o cientista.
Uma Breve História do Tempo teve mais de 9 milhões de cópias vendidas em todo o mundo.
fonte: BBC Brasil
Comentário: "O temor do SENHOR é o princípio do saber, mas os loucos desprezam a sabedoria..." Pv 1:7

A natureza geme


Após lidar com a praga de castores canadenses durante décadas, cientistas argentinos elaboraram um plano para transformar os roedores em tentadores pratos "gourmet", ainda que a estratégia enfrente impedimentos administrativos que, por enquanto, têm salvado os animais da panela.
Os castores foram introduzidos na Terra do Fogo em 1946, quando a Marinha argentina importou 25 casais do Canadá a fim de expandir a indústria de peles, mas o projeto fracassou e os animais começaram a se multiplicar sem controle, já que na Argentina não há predadores naturais para eles.
Pesquisadores do Conselho Nacional de Investigações Científicas e Técnicas (Conicet) tentam agora transformar os castores em protagonistas dos menus dos restaurantes de Ushuaia, capital da província da Terra do Fogo, no extremo sul da Patagônia, onde os roedores causaram estragos ambientais.
Vários chefs da região aceitaram a sugestão, deram asas à imaginação e criaram massas recheadas, pastéis e até patê de castor, explicou à Agência Efe Ezequiel Rodríguez, organizador do Festival Gastronômico Ushuaia a Fogo Brando, que é realizado todos os anos na cidade "do fim do mundo".
"Os estudos sustentam que é uma carne apta para consumo humano e que tem uma série de qualidades importantes, com bom nível de ácidos graxos. Tem potencialidade", assinalou a pesquisadora Marta Lizarralde, que dirigiu o Projeto Federal de Inovação Produtiva sobre o Aproveitamento da Carne de Castor.
Os cozinheiros de Ushuaia, um dos centros turísticos de inverno da Argentina, "aceitaram trabalhar com este produto", contou Rodríguez, para o qual "existe um mercado, que pode construir uma demanda" para os pratos de castor.
Lizarralde, porém, explicou que a iniciativa foi freada pelos trâmites burocráticos necessários para que os produtos da caça sigam para o setor gastronômico.
Até agora, a estratégia elaborada pelos governos da Argentina e do vizinho Chile é erradicar esses animais através de métodos mais radicais, e isto deteve os esforços para levá-los aos fornos e panelas.
"O aproveitamento da carne de castor é uma alternativa para o controle da praga, e sua aplicação em um plano privado é perfeita. Mas os governos optaram por uma política de erradicação que requer muitos anos", explicou à Efe Nicolás Lucas, secretário de Ambiente da Terra do Fogo, na fronteira com o Chile, onde lutam contra a praga há décadas.
Lucas criticou que, enquanto os governos estudam uma solução, os castores, que já somam mais de 100 mil, desfrutam do habitat que construíram, destruindo, consequentemente, árvores nativas, já que não são ameaçados pelos predadores que existiam no seu país de origem. 
Entre os predadores naturais do castor estão os grandes ursos que povoam as florestas norte-americanas, no outro extremo do continente.
Fontes do Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária, cujos pesquisadores também participaram do projeto de transformar o castor em um prato popular, explicaram que o animal causa danos enormes nas florestas da Terra do Fogo porque seus diques inundam terrenos e, em consequência, matam as árvores.
Desta maneira, a invasão de castores se transformou em um problema e há anos preocupa as autoridades, que também recorreram ao pagamento de uma pequena soma por cada cauda de castor caçado que os aldeões apresentassem.
Os camponeses da região, no entanto, se anteciparam aos cientistas. "Antes da nossa chegada, (os aldeões) já faziam carne de castor ao forno com molho de fungos e também os davam aos animais", contou o pesquisador Carlos Garriz.


Ícone da literatura gaúcha, Martín Fierro disse que na dura vida da região "todo animal que caminha vai parar no forno", mas por enquanto os castores estão a salvo da faca e do garfo. fonte: G1
Comentário: O relacionamento do ser humano com a natureza precisa ser mudados, urgentemente!!! Não dá para fechar os olhos para tantas atrocidades feitas em nome de nossa vaidade. Quando os homens interferem desta forma na natureza, transportando de um lado para outro espécies que passam a habitar fora de seus habitat naturais, sempre há um grande prejuízo ambiental. Que infeliz o destino destes castores que antes serviriam para cobrir com suas peles a pele de homens e mulheres, e agora caminha funebremente para os pratos da mesma espécie irracional e ignorante chamada 'sapiens sapiens'. Interessante este vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=IQ1oKVlqM3Q&feature=player_embedded

O Banco do Vaticano e a Máfia

O presidente do Banco do Vaticano, Ettore Gotti Tedeschi, e outro funcionário de alto escalão da instituição estão sendo investigados como parte de uma um inquérito sobre lavagem de dinheiro, informaram nesta terça-feira fontes da polícia em Roma.

Segundo o correspondente da BBC em Roma, David Willey, o inquérito foi aberto depois que duas transações suspeitas, envolvendo o banco e duas outras instituições italianas, foram descobertas pela unidade de inteligência financeira do Banco da Itália, que informou no ano passado o achado à polícia.

Como parte das investigações, a polícia apreendeu cerca de 23 milhões de euros que o Banco do Vaticano depositou em um pequeno banco chamado Credito Atigianato.
Em um comunicado, a Santa Sé afirmou que está “perplexa” diante da abertura da investigação e que tem confiança total em Tedeschi.

O banco, conhecido oficialmente como Instituto para Trabalhos Religiosos, administra contas bancárias de ordens religiosas católicas, cardeais, bispos e outros sacerdotes. Ele só tem uma agência, que fica dentro do Vaticano.
A instituição já foi pivô de um escândalo de lavagem de dinheiro em 1982, quando esteve envolvida no colapso do Banco Ambrosiano, que na época era o maior branco privado italiano.
fonte: BBC Brasil

Comentário: Três décadas se passaram e parece que as coisas continuam funcionando da mesma forma, dentro do Banco do Vaticano, ao menos no que diz respeito o seu envolvimento com a máfia italiana. Como citado na reportagem, esta não é a primeira vez que a instituição financeira da Igreja Romana se envolve em coisas do tipo. No final da década de 70, uma crise geral se abateu sobre a instituição, devido as inúmeras denúncias de seu envolvimento com a máfia italiana, que teria custado até mesmo a vida de um papa, Albino Lucciani, como investigado e publicado pelo jornalista inglês David Yallop em seu livro "Em nome de Deus". Para quem ainda não conhece a obra, é uma boa oportunidade para saber o que estes 'homens de Deus' são capazes de fazer, quando vêem seus poderes ameaçados, ainda que pelo chefe-supremo da Igreja. 

Uma liberdade incontrolável


Por Douglas Lemos

Com efeito, ao iniciar o século XVI, a liberdade era mais uma vez ansiada e proclamada nos mais diversos setores da sociedade européia. Os novos tempos visivelmente expressados pelos renascimentos Cultural e Comercial, bem como e mais particularmente pelo Humanismo de Erasmo de Roterdã e seus associados, eram saudados com inquietações, questionamentos, revalorização dos modelos clássicos greco-romanos, artes musicais, pinturas, esculturas, literatura, efervescências religiosas e individualismo de todos os tipos. É neste meio que se desenrola uma reforma religiosa, que ao final daquele conturbado século, deixaria uma profunda marca nas sociedades com as quais estava envolvida.

A Reforma Protestante, assim denominada a partir do século XVIII, por historiadores alemães, causou repercussões muito além do alcance da religiosidade européia. Movimentou e transformou a política, a economia, a cultura e mesmo a geografia dos Estados ocidentais onde Lutero, Ulrich, Cavino, Melanchton e demais pregadores estabeleceram um novo sistema de culto cristão. A Reforma, na verdade, não havia surgido de um movimento orquestrado de mudanças, mas das inquietações e necessidades ordinárias daqueles com os quais estava envolvidas.

Vista e revista, esta página da história mundial foi tema de muitos estudos que ainda hoje prosseguem, numa tentativa de se obter uma maior e mais clara compreensão dos eventos. Contudo, de imediato fica visível as repercussões que uma doutrina, o Sacerdócio universal de todos os crentes, obteve.

Num contexto de agitações e afirmação do individualismo humanista, o Sacerdócio universal deu a todo cristão a possibilidade de alcançar a divindade através da oração pessoal, pela fé (outro ardente tema protestante). Antes, apenas os Sacerdotes oficialmente ordenados, juntamente com os Santos no Céu, detinham o privilégio de acesso a Deus, mediante a oração, de forma que estes privilegiados homens tornaram-se e mantiveram-se longos séculos como mediadores exclusivos entre Deus e os homens, no percurso de suas tristes e breves vidas. Contudo, ao fortalecer-se a reforma protestante nos diversos estados do Sacro Império Romano Germânico, e ao fluir para os demais países europeus, a extensão da doutrina citada e seus impactos puderam ser sentidos por todos.

Uma vez que já não era necessária a mediação por um Sacerdote oficial, homens e mulheres de todas as camadas sociais puderam experimentar a sensação de liberdade, e firmarem-se em suas próprias convicções. O homem simples do campo entendeu que estava diante de uma oportunidade sem par: se o sacerdote já não era necessário, tampouco dízimos, ofertas e tributos os mais diversos não faziam sentido. A eclosão de revoltas sociais foi inevitável, e as rebeliões espalharam-se rapidamente, ainda que com a desaprovação de Lutero e grande parte dos reformadores. Entretanto, outros líderes entenderam que as mudanças não podiam se limitar aos cultos e doutrinas, mas que eram necessárias maiores e mais profundas transformações sociais, o que os levou a desencadearem grandes rebeliões e transformou um sentimento religioso num grande e incontrolável movimento político-social.

A pregação e o estabelecimento da doutrina do Sacerdócio universal de todos os crentes fez com que surgissem incontáveis místicos e profetas, que aproveitaram a onda de liberdade religiosa para promoverem experiências espirituais pessoais e desenvolverem uma crença num relacionamento particular com Deus, o que os fez pensar serem verdadeiramente ‘iluminados’ e livres.

Tal doutrina, proposta e defendida por Lutero e seus seguidores, abalaria as estruturas da Igreja de Roma, poria em lados opostos reis e prelados, e atingiria a medula do poder – religioso e secular – na Europa. A salvação por meio da fé aliviava a tensão interior de cada homem e os libertava das muitas indulgências. A remoção da mediação ia muito mais além e produziria um golpe inexprimível no sistema católico romano hegemônico.

A propósito da nova teologia desenvolvida por Lutero e seus associados, e ainda por muitos outros homens que vieram a ser lideranças religiosas e políticas em seus países, nunca mais a cristandade pôde experimentar, ainda que externamente, uma unidade semelhante àquela expressada nos tempos feudais.

DELUMEAU, Jean. Nascimento e afirmação da reforma. Tradução de João Pedro Mendes. São Paulo: Pioneira, 1989. 384p. (Série Nova Clio; 30).
CAIRNS, Earle E.. O cristianismo através dos séculos: uma história da igreja cristã. Tradução de Israel Belo de Azevedo. 2. ed. São Paulo: Vida Nova, 1995. 508p.